
Estava trabalhando esses dias e mais uma vez acabei ouvindo um papo de dois jovens que me fez ainda pensar uns dois dias seguintes.
Na verdade apenas uma pergunta feita por um deles me chamou atenção, dentro de toda a conversa.
O caminho que os dois traçam hoje, não está relacionado à igreja, evangelho, essas coisas.
São como dizem, desviados.
E conforme suas questões e anseios se afloravam dentro daquela conversa perdida entre afirmações e palavras sem nexo jogadas ao léu, diziam coisas do antes e depois de suas vidas dentro da igreja. Em alguns momentos se dirigiam a mim, em outros não necessariamente, e minha reação sempre era a mesma, um singelo sorriso no rosto e a angústia de ver dois grandes amigos perdidos em si mesmo.
O que me fez ainda pensar por um bom tempo foi a pergunta: _ Mas você esta feliz como se encontra hoje ou como era melhor antes? A resposta: _ Melhor ser mal amado e com dinheiro, do que ser amado, infeliz e sem dinheiro!
Pergunta e resposta simples, mas que com todo o contexto da vida e conversa daqueles dois meninos se tornam pra mim momentos de muita reflexão.
Talvez o que pretendo colocar não seja de agrado ou de crédito de alguns, mas algumas coisas precisam ser colocadas vez por outra.
Então vamos tentar.
Liberdade.
Assim dizemos. Temos a liberdade de fazer qualquer coisa, pensar e agir segundo a nossa própria determinação, essas coisas que todo mundo diz em livros, músicas e afins, não vou me aprofundar.
E olhando como pelo menos nós, estamos sempre dizendo, temos liberdade em Deus, e assim, “Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”.
A liberdade em Cristo nos livra das amarras deste tempo, o tempo presente, mas não nos livra de viver sobre o julgo de alguém que luta contra todo um sistema já estabelecido, e para os mais religiosos, de um esforço quase sobre natural de tentar ser um ser divino, e ou, angelical.
A liberdade em Cristo traz o pesar de estar a todo tempo lutando contra si mesmo, e talvez a “infelicidade” de não desfrutar as coisas banais e passageiras da vida deste plano presente.
A opressão por sua vez, trás o “conforto” da carne, a liberdade de dizer e fazer as coisas vãs que nos limitarão da vida no tempo futuro, na pós-vida. Trás o ligeiro gozo em meio o exercício exagerado das coisas vãs e dos indivíduos que manipulam o já dito sistema estabelecido.
Então, o que talvez me tenha feito pensar é; sobre a grande dificuldade de aceitar a vida cristã, de aceitar a liberdade em Cristo. Liberdade tal que oferece o “julgo da infelicidade”, de não viver o que a eternidade presente nos oferece com tanto vigor, pensando no futuro.
E viver a opressão é entregar a vida aos desejos infames que a eternidade futura não poderá nos oferecer. É ter o gozo do presente e ignorar o futuro pleno.
Viver liberto então é ser corajoso o bastante para ser oprimido. E assim, vice-versa.

